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Homenagem na Câmara Municipal celebra a presença e a resistência dos povos indígenas em Goiânia

Cerimônia valorizou instituições e lideranças que atuam na defesa dos povos indígenas

Texto: Epitácio Santos

OPIG Câmara Municipal
Manoel Ferreira, Rosani Leitão, Pedro Wilson e José Machado



Goiânia – Sob o tema “A cidade também é nosso território — a resposta somos nós”, a Câmara Municipal de Goiânia sediou, na noite da última segunda-feira (05/05), uma solenidade em homenagem aos povos indígenas. Realizado no Auditório Carlos Eurico, o evento reuniu lideranças, autoridades e representantes da sociedade civil para um momento de reconhecimento das trajetórias de luta e da presença indígena no contexto urbano.

A iniciativa, promovida pelo gabinete do vereador Fabrício Rosa, teve como objetivo central valorizar aqueles que contribuem de forma concreta para a garantia dos direitos e a preservação da memória desses povos. Durante a cerimônia, destacou-se que a ocupação dos espaços institucionais e o desenvolvimento de ações afirmativas são extensões fundamentais da resistência que ocorre nos territórios originários.

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Rosani Leitão, Rosa Kambeba e Fabrício Rosa



Um dos pontos altos da solenidade foi o reconhecimento público de instituições que atuam diretamente na causa. Membros do Observatório dos Povos Indígenas em Goiás (OPIG) e do Museu Antropológico da Universidade Federal de Goiás (UFG) foram homenageados pelas ações positivas desenvolvidas junto às comunidades indígenas. O trabalho dessas entidades foi citado como essencial para o fortalecimento do respeito, da memória e da luta por direitos em todo o estado.

O encontro foi marcado por relatos de resistência e pela reafirmação de compromissos com a causa. Para os organizadores, a homenagem não apenas celebrou o passado, mas serviu como um chamado para o fortalecimento de redes de apoio que combatam a invisibilidade dos povos originários, especialmente no ambiente acadêmico e institucional.

Com o auditório ocupado por apoiadores e representantes de diversas etnias, a noite encerrou-se como um marco de diálogo entre o poder público, a universidade e as comunidades, reafirmando que o reconhecimento de trajetórias concretas é um passo fundamental para que esses povos sigam sendo respeitados em seus direitos e territórios.

Fonte: Observatório dos Povos Indígenas de Goiás

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